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Rir é mesmo o melhor remédio
Dá para imaginar alguém que não se sinta bem após uma sessão de gargalhadas? Mais do que um ditado popular, a frase “rir é o melhor remédio” está comprovada cientificamente. “Isso é um fato. Quando rimos, dançamos, fazemos exercícios ou qualquer atividade que nos proporcione alegria, o sistema nervoso central libera substâncias que fazem bem para a saúde”, ressalta a chefe do setor de psicoterapia da Santa Casa de Misericórdia do Rio, Vera Lemgruber.
“Mas só vale o riso que é produto de um prazer interno. Aquele riso para agradar o chefe não vale”, ressalta a médica, que explica que o pensamento negativo é fruto de um círculo vicioso que o cérebro cria no “sistema límbico” — responsável pelo controle do afeto e das emoções — quando a pessoa tem o hábito de ver apenas o lado ruim das coisas.
Para dar uma receita de alegria, ninguém melhor do que Fabiana Karla, a Doutora Lorca do humorístico da Rede Globo Zorra Total. “Rir alegra o espírito. Desde criança acordo bem. Meu dia depende de como eu acordo, então quero sempre que comece bem. Estar feliz faz bem para a vida”, diz a comediante. E quando ela encontra alguém mal-humorado? “Respeito o tempo da pessoa, mas dou umas alfinetadas para brincar. Quando arranco um sorriso, já fico satisfeita”, conta Fabiana, aos risos.
TREINO PARA O CÉREBRO
Deixar a vida mais alegre não é tarefa complicada, basta que a pessoa queira mudar o hábito que o cérebro acaba criando quando se pensa sempre de maneira negativa. “A dualidade bem e mal sempre fez parte do ser humano, mas o cérebro cria um costume. A amígdala, dentro do hipotálamo, é o centro identificador do perigo e faz o cérebro produzir a noradrenalina, substância que prepara o organismo contra o medo e para a luta. O organismo fica preparado para algo negativo, e o cérebro fica condicionado ao que aprendeu. Não faz bem para a saúde”, explica Vera Lemgruber, ressaltando que olhar o lado positivo da vida é essencial para a recuperação de pacientes.
Fabiana diz que as pessoas devem dar mais valor à simplicidade: “Rir mais, rir de si mesmo e contemplar a vida, como as borboletas. Quando vejo uma, muda o meu dia”.
Que fibras musculares você usa?
Fibras musculares são sub componentes do músculo, isto é, são as “células musculares”, cada qual com estrutura e funções diferentes, o que permite a realização das mais diversas atividades motoras de uma maneira mais eficiente. No ser humano, não é possível identificar os tipos de fibras de um músculo sem o auxílio de um microscópio e técnicas específicas.
De acordo com a grande diversidade de exercícios físicos e suas variantes (diferentes cargas, número de repetições, distância percorrida etc), o músculo sofre adaptações que também são variáreis. Portanto, um determinado tipo de atividade determina qual o tipo de fibra muscular será mais recrutado. Consequentemente, o músculo pode ficar de maior ou menor tamanho.
TRÊS TIPOS DE FIBRAS. O músculo é composto basicamente por três tipos de fibras musculares classificados pela velocidade de resposta de contração: Tipo I (fibras de contração lenta), Tipo IIa (fibras de contração rápida) e Tipo IIb (fibras de contração rápida).
FIBRAS MUSCULARES TIPO I (CONTRAÇÃO LENTA).
Este tipo de fibra possui resposta de contração lenta, é mais avermelhada (escura), pois possui maior número de capilares sangüíneos o que proporciona ao músculo maior suprimento de sangue e, conseqüentemente, de oxigênio. Apresenta também grande quantidade de mitocôndrias que são o "pulmão" da célula, responsáveis pela "respiração" celular, ou seja, usam o oxigênio para obter energia.
São fibras pequenas, com pouca capacidade de hipertrofiar, ou seja, de ganhar volume muscular. São resistentes à fadiga, pois possuem metabolismo predominantemente aeróbico (dependem de oxigênio para gerar energia), por isso respondem às atividades de longa distância. Os maratonistas apresentam predominância desse tipo de fibra.[
FIBRAS MUSCULARES TIPO IIA (CONTRAÇÃO RÁPIDA).
São fibras que apresentam rápida velocidade de contração. São mais pálidas que as fibras de contração lenta (Tipo I), pois possuem menor número de capilares sangüíneos apresentando, assim, menor suprimento de oxigênio. Apesar dessa característica possuem boa capacidade de metabolismo aeróbico fadigando menos que as fibras tipo IIb (contração rápida também).
Sua capacidade de produzir energia utilizando oxigênio é inferior se comparada às fibras de contração lenta. Porém, podem melhorar consideravelmente com o estímulo de contração, além de possuir metabolismo anaeróbico de média duração, ou seja, produzem energia mesmo sem a presença de oxigênio.
Sendo assim, são fibras de características intermediárias que possuem grande capacidade de hipertrofia, isto é, ganham mais massa comparado às fibras musculares tipo IIb, porém apresentam menor capacidade de produzir força muscular. Essa fibra é mais desenvolvida em indivíduos que aparentam possuir maior volume de massa muscular, como por exemplo, os fisiculturistas.
FIBRAS MUSCULARES TIPO IIB (CONTRAÇÃO RÁPIDA).
Essas fibras são mais pálidas que as fibras Tipo IIa pois possuem um número ainda menor de capilares sangüíneos e assim um suprimento sangüíneo ainda mais pobre que as anteriores, o que caracteriza um metabolismo predominantemente anaeróbico.
Elas são recrutadas em atividades que necessitam o uso de maior força muscular e por isso desenvolvem maior força numa única contração, porém são mais suscetíveis à fadiga. Ganham volume, aumentam facilmente de tamanho, mas se "cansam" rapidamente. São maiores que as fibras musculares de contração lenta (Tipo I). São predominantes em atletas que praticam atividades de grande potência num curto período de tempo, como corredores de 100 m.
TREINAMENTO X TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES
O fator genético determina as proporções de tipos de fibras musculares de cada indivíduo. Por isso, é comum observarmos atletas, que realizam a mesma atividade e treinos de forma semelhante, possuírem desempenho e características físicas diferentes.
A proporção de diferentes tipos de fibras musculares explica a diferença entre a tendência de ganhar mais ou menos massa muscular. Uma pessoa que possui maior proporção de fibras de contração lenta pode apresentar um potencial limitado para aumentar sua massa muscular, isso porque as fibras de contração rápida crescem mais que as primeiras em resposta ao mesmo tipo de treino.
As fibras de contração lenta são as primeiras a serem recrutadas em qualquer tipo de treinamento, já as de contração rápida são recrutadas em momentos específicos, como nos trabalhos de potência e contrações de alta intensidade e quando são super-requisitadas, hipertrofiam rapidamente.
TREINAMENTO AERÓBICO.
O treinamento aeróbico é caracterizado por exercícios de longa duração. Lembrem-se de que o consumo de oxigênio cresce à medida que aumenta a distância da prova. Corredores de longa distância, portanto, usam mais oxigênio para produção de energia, sendo de fundamental importância desenvolver mais a capacidade aeróbica.
Esse tipo de atividade recruta quase que exclusivamente as fibras de contração lenta, que possuem baixa capacidade de hipertrofia e são resistentes à fadiga. As fibras de contração rápida dificilmente são recrutadas, podendo até hipotrofiarem, por isso, atletas de longa distância possuem menor massa muscular.
TREINAMENTO DE FORÇA.
Neste tipo de treinamento são utilizados exercícios com altas cargas e poucas repetições com um período de repouso em cada série.
Este tipo de exercício aumenta o tamanho das fibras de contração rápida, principalmente fibras Tipo IIb, pois estas fibras produzem uma força maior e se contraem com maior velocidade que as fibras de contração lenta. Por outro lado, como já foi citado, fibras de contração rápida se "cansam" mais rapidamente, por isso este tipo de treinamento é realizado com pouca repetição.
TREINAMENTO PARA HIPERTROFIA.
Envolve o uso de cargas moderadas permitindo que o atleta realize mais repetições que um treinamento de força, com períodos de restabelecimento mais curtos. Este tipo de atividade recruta com mais intensidade fibras de contração rápida. São estas fibras que desenvolvem a massa muscular, que vão dar a característica de grande volume muscular ao indivíduo.
Para exemplificar, estudos têm revelado menor porcentagem de fibras de contração rápida em fisiculturistas que em outros atletas que realizam treinamento de força. Essa diferença justifica o fato de fisiculturistas não apresentarem a mesma força que levantadores de peso.
A tabela abaixo na página faz um resumo das características dos tipos de treinamento aeróbico, de força e para hipertrofia, bem como os tipos de fibras mais recrutados em cada categoria.
AS FIBRAS SE TRANSFORMAM?
Estudos ainda não provam se fibras de contração rápida se transformam em fibras de contração lenta com o exercício aeróbico praticado por muito tempo, porém alguns autores acreditam que pode ocorrer uma "adaptação" das fibras IIb para fibras IIa, devido a esta última possuir melhor capacidade de utilizar oxigênio, sendo mais resistente à fadiga.
Possivelmente, nos jovens com idade de 12 a 14 anos encontra-se a melhor fase para determinar as características atléticas futuras. Nesta faixa etária encontram-se fibras de características intermediárias (IIa) na proporção de 14% no sexo masculino e 10% no sexo feminino. Alguns autores afirmam que estas fibras intermediárias, dependendo do estímulo, possam desenvolver mais fibras de contração rápida ou lenta, ou seja, caracterizando maior velocidade, força ou hipertrofia. A transformação destas fibras musculares num momento posterior poderá deixar de ser possível devido à alteração na proporção destas.
Mesmo com essa capacidade de adaptação muscular aos diferentes tipos de exercícios, sabemos que o indivíduo possui características próprias, devido à herança genética que determina as tendências de adaptação muscular de cada um. Por isso, o exercício físico deve ser praticado conforme o resultado almejado, mas os limites individuais devem ser respeitados.
EVITANDO LESÕES.
O treinamento de um atleta de provas de longa distância não deve se limitar ao treinamento aeróbico. O fortalecimento muscular é necessário para proteção articular do atleta e a manutenção da postura durante a corrida, pois sabemos que uma prova de longa distância é caracterizada por diversas situações: subida, descida, curvas e o atleta geralmente aumenta a velocidade no final do percurso.
O fortalecimento muscular é fundamental, pois prepara o atleta para essas diferentes situações evitando a sobrecarga nas articulações e, consequentemente, prováveis lesões. Músculos como quadríceps (anterior da coxa) e tríceps sural (panturrilha) são importantes para a proteção articular de tornozelo, joelho e quadril, e músculos paravertebrais (coluna) e abdominais auxiliam na manutenção postural durante a prova.
Independente do treinamento realizado, você deve ser sempre acompanhado de um profissional especializado para orientá-lo. Isso vale tanto para quem deseja apenas iniciar uma atividade física, como para aqueles que desejam correr competitivamente. O fisioterapeuta e o educador físico desempenham um papel importante no preparo do corredor para realizar a atividade física de forma adequada, evitando lesões e mantendo um bom desempenho. Dessa forma, você terá uma qualidade de vida melhor e assim poderá praticar seu esporte por muito mais tempo.
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Músculos e Tipos de Fibras Musculares
Músculo liso: este tipo contrai em resposta a impulsos nervosos de uma parte do sistema nervoso não controlado pela vontade. Como exemplo podemos citar o funcionamento do aparelho circulatório, cujo funcionamento não causa percepção consciente.
Músculo cardíaco: o tecido muscular cardíaco se assemelha ao músculo liso por serem as suas contrações influenciadas pela parte do sistema nervoso relacionada com funções mais automáticas e involuntárias. Mas o músculo cardíaco tem a capacidade inerente de iniciar seu próprio impulso de contração, independentemente do sistema nervoso.
Músculo esquelético: os órgãos anatômicos chamados músculos estão sob controle da vontade, embora sua função possa tornar-se semi-automática com a repetição e com o treino. São estes músculos que realizam os movimentos do corpo humano.
As estruturas que compõem os músculos são denominadas fibras musculares. São elas que, através de um intricado processo bioquímico e mecânico, se encurtam, produzindo movimentos. No entanto, a musculatura esquelética não possui apenas um único tipo de fibra muscular. Através de uma técnica de biópsia que "colore" histoquimicamente as fibras musculares, pesquisadores puderam diferenciar dois tipos de fibras musculares: as de contração lenta (CL) e as de contração rápida (CR). As fibras CL são também denominadas vermelhas pois, ao serem "coloridas", se mostram avermelhadas pois são ricas em mioglobina (um composto que armazena oxigênio, dentre outras funções). Já as fibras CR não alteram a sua coloração e, portanto, são também denominadas fibras brancas pois estas são pobres em mioglobina.
Fibras de Contração Lenta: as fibras CL possuem características contráteis de caráter lento, ou seja, se encurtam mais lentamente. Porém não se iluda, as fibras CL se contraem em cerca de 90-140 milisegundos, ou seja, muito mais rapidamente do que até mesmo um piscar de olhos! Metabolicamente, são dotadas de muitas mitocôndrias (organelas responsáveis pelo metabolismo aeróbio), enzimas aeróbias e capilares sanguíneos (micro-vasos sanguíneos que facilitam a perfusão de oxigênio pelos músculos). Por isto, são dotadas de uma alta capacidade para oxidar (queimar) gorduras, carboidratos e até mesmo ácido láctico.
Fibras de Contração Rápida: as fibras CR podem ser subdivididas em dois subtipos: fibras CR tipo A (IIA) e fibras CR tipo B (IIB). Fibras IIA possuem características contráteis rápidas, ou seja, se contraem rapidamente (40-90 milisegundos) mas são dotadas de características metabólicas semelhantes às fibras CL. Possuem uma capacidade oxidativa razoável, inferior à CL mas que pode aumentar consideravelmente. No entanto, seu verdadeiro potencial está no metabolismo anaeróbio de média duração (1-3 minutos). As fibras IIA são capazes de gerar energia independentemente da presença de oxigênio, produzindo como subproduto de seu trabalho o ácido láctico. Fibras IIB são chamadas de verdadeiras fibras de contração rápida pois sua velocidade de contração é rápida (40-90 milisegundos) e suas propriedades metabólicas possuem um baixo caráter oxidativo e um alto potencial para o fornecimento de energia de curta (1-50 segundos) e média (1-3 minutos) duração.
Funcionamento dos diferentes tipos de fibras musculares no nosso dia-a-dia:
As fibras CL são recrutadas em primeiro lugar, independentemente da intensidade do exercício. Caso haja necessidade de um fornecimento rápido e potente de energia, fibras adicionais do tipo IIA serão recrutadas. Somente em níveis máximos ou quase máximos é que recrutamos as fibras IIB. A existência de diferentes tipos de fibras musculares nos permite que executemos as mais diversas atividades motoras de uma maneira mais eficiente. Por exemplo, quando corremos em velocidade máxima recrutamos todos os tipos de fibras, principalmente as do tipo IIB. No entanto, as fibras IIB entram rapidamente em fadiga e caso quiséssemos continuar correndo, seríamos obrigados a reduzir a velocidade pois as fibras IIA passariam a ser preferencialmente recrutadas. Apesar de possuírem um alto potencial energético, este é ainda assim inferior à potência das fibras IIB. Não demoraria muito e rapidamente sentiríamos uma enorme sensação de fadiga, nos obrigando a reduzir ainda mais a velocidade. Neste caso, as fibras CR passariam a ser recrutadas preferencialmente. Inteligentemente, estas fibras utilizam seu alto potencial oxidativo para queimar preferencialmente as gorduras e ácido láctico que foi acumulado durante os momentos anteriores do exercício. Somente assim seria possível continuar correndo sem esgotar as reservas limitadas de carboidratos que se encontram estocadas em nossos músculos.
E mais: Slides PPT: Tipos de Fibras Musculares
Fisiologia - sistema respiratório
A dor como ela é - Revista Women's health
Quem quer pensar em algo que nos faz sofrer? Felizmente, cientistas encararam o desafio e fizeram descobertas que podem ajudar você a se sentir muito melhor
Cristina Nabuco e Nicholle Johnson
“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”, escreveu William Shakespeare. No que se refere à saúde, a mulher brasileira parece discordar do dramaturgo inglês. Ela sente e suporta a dor — mais do que deveria. Uma pesquisa feita em 2008 pela Pfizer e pelo Ibope com 1,4 milhão de pessoas constatou que 93% das entrevistadas já tiveram cefaleias, 65% sofreram com a coluna e 56% padeceram de cólicas menstruais. A maioria das mulheres (69%) só procura o médico quando o incômodo vai de moderado a intenso. Até lá, engole uma pílula, faz compressas e lança mão de outras receitinhas da vovó.
A demora em buscar ajuda pode custar caro. “O propósito da dor é chamar sua atenção de modo que você conserte um problema”, afirma Scott M. Fishman, chefe da divisão de medicina da dor da Universidade da Califórnia, nos EUA. Seja sob a forma de perfuração, queimação, compressão, seja sob a forma de choques, o incômodo tem um papel a cumprir. Trata-se de um alarme tão importante que foi alçado pela OMS à condição de quinto sinal vital — aquele que deve ser checado pelo médico para atestar a boa saúde. Por isso também caiu por terra a lenga-lenga de que é preciso engolir o choro. Ao ignorar o sintoma, corre-se o risco de deixar passar batido doenças que seriam controladas mais facilmente se apanhadas no início. Embora a ciência engatinhe para desvendar suas origens e a maneira como seus impulsos são processados no cérebro, os tratamentos evoluíram muito. Confira as últimas descobertas antes de esquentar a bolsa de água quente.
NUANCES PESSOAIS
A ciência confirma: você não está com frescura se sofre para depilar a axila, enquanto suas amigas não se importam com isso. “Imagens obtidas por ressonância magnética mostram que, se alguém diz que algo dói, de fato dói”, afirma Michael S. Gold, professor de medicina da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Um dos responsáveis por essa diferença é o DNA. “Pesquisas em animais mostram que a carga hereditária influencia a percepção de 30 a 75%”, diz Jeffrey S. Mogil, especialista em genética da dor na Universidade McGill, no Canadá. Então, se sua mãe grita ao bater o dedão no pé da mesa, é provável que você reaja do mesmo modo. Fatores psicológicos também contam. Pesquisadores da Universidade Wake Forest, nos EUA, testaram o peso da expectativa: voluntários avisados de que sentiriam um leve desconforto relataram menos sofrimento em comparação aos alertados para se prepararem para o pior. A diferença foi de 28%, semelhante ao alívio produzido por analgésicos potentes.
ALARME QUEBRADO
Uma dor é chamada de crônica se persiste por mais de três meses, como se o alarme que deveria soar só em emergências quebra e não desliga. Submetido a estímulo prolongado, o sistema se desgasta. Nervos projetados para conduzir outros impulsos sensoriais são recrutados, de modo que o tormento continua mesmo na ausência do estímulo. Em casos de martírios ininterruptos, seu corpo envia sinais reais, que, além de aumentar as chances de depressão, agridem a mente. Uma pesquisa do Journal of Neuroscience constatou que o cérebro de pessoas com sofrimento crônico nas costas tinha até 11% menos massa cinzenta em comparação aos que estavam livres do tormento. A explicação provável: os neurônios requisitados são tão exigidos que morrem mais cedo.
TOMANDO PARTIDO
Quem já cuidou de namorado gripado jura que as mulheres são mais resistentes à dor. Mas, de acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, é o contrário: o sexo feminino possui menor tolerância a esses estímulos. “Na mulher, o incômodo é mais intenso, recorrente, dura mais tempo e responde menos a analgésicos”, diz a anestesista Fabíola Peixoto Minson, coordenadora da equipe de tratamento de dor do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Dores na face, pescoço, ombros, joelho e costas atingem 1,5 mulher para cada homem; na enxaqueca, a proporção é 2,5 para 1, e na fibromialgia, de 4 para 1. Nós representamos 72% dos sofredores crônicos. Os hormônios contribuem para a diferença entre os sexos e nós somos mais sensíveis na segunda metade do ciclo menstrual. Por isso, evite marcar o dentista e a depilação nesse período. E, quando as dores persistirem, considere procurar um centro especializado. “Às vezes, não é possível zerar a dor”, diz Fabíola Minson. “Mas o incômodo pode ser aliviado.” Abrir o jogo com o médico não faz de você uma covarde. Trata-se de uma estratégia inteligente de saúde para o século 21.
A dor como ela é
Aula de anatomia [Visões do esporte]
- Tipo do recurso: Vídeo
- Objetivo:
Enfocar a importância dos músculos para o esporte - Descrição do recurso:
Relata a importância do coração, como músculo, para o funcionamento do corpo humano. Enfoca a importância dos músculos para o esporte, principalmente, para o atletismo - Observação:
Duração: 1 min, 33 s. Colaboração: TV Escola (Realização) - Autor(es): Brasil. Ministério da Educação (MEC)
Idioma: Português (pt)
País: Brasil (br) - Fonte do recurso:
Ministério da Educação, Portal Domínio Público
Endereço eletrônico:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=51229 - Detentor do direito autoral: Brasil. Ministério da Educação (MEC). Portal Domínio Público
- Licença: O acervo disponível para consulta neste endereço eletrônico (http://www.dominiopublico.gov.br) é composto, em sua grande maioria, por obras que se encontram em domínio público ou obras que contam com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais
- Submetido por: Universidade de Brasília (UnB)
Arquivo Descrição Tamanho Formato
aula_anatomia_visoes_esporte.wmv 15,47 MBWMV
Nesse site, mantido pelo MEC, você encontra milhares de videos, de diversos assuntos, vale a pena dá uma conferida.
SISTEMA RESPIRATÓRIO
Nossas células necessitam, enquanto vivas e desempenhando suas funções, de um suprimento contínuo de oxigênio para que, num processo químico de respiração celular, possam gerar a energia necessária para seu perfeito funcionamento e produção de trabalho.
Da mesma forma que um motor de automóvel necessita, para produzir seu trabalho mecânico, além da fonte de energia orgânica fornecida pelo combustível (gasolina, álcool ou diesel), de fornecimento constante de oxigênio; da mesma forma que uma chama num palito de fósforo, para permanecer acesa necessita, além da matéria orgânica presente na madeira do palito, também de oxigênio, nossas células também, para manterem seu perfeito funcionamento necessitam, além da fonte de energia proporcionada pelos diversos alimentos, de um fornecimento constante de oxigênio.
O oxigênio existe em abundância em nossa atmosfera. E para captá-lo necessitamos de nosso aparelho respiratório. Através deste, parte do oxigênio da atmosfera se difunde através de uma membrana respiratória e atinge a nossa corrente sanguínea, é transportado pelo nosso sangue e levado às diversas células presentes nos diversos tecidos. As células, após utilizarem o oxigênio, liberam gás carbônico que, após ser transportado pela mesma corrente sanguínea, é eliminado na atmosfera também pelo mesmo aparelho respiratório.
Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória, oxigênio passando do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o gás carbônico se difundindo em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.
A ventilação pulmonar consiste numa renovação contínua do ar presente no interior dos alvéolos. Para que isso ocorra é necessário que, durante o tempo todo, ocorram movimentos que proporcionem insuflação e desinsuflação de todos ou quase todos os alvéolos. Isso provoca, no interior dos alvéolos, uma pressão ligeiramente, ora mais negativa, ora mais positiva do que aquela presente na atmosfera.
Durante a inspiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais negativa do que a atmosférica, uma certa quantidade de ar atmosférico é inalado pelo aparelho respiratório; durante a expiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais positiva do que a atmosférica, a mesma quantidade de ar é devolvida para a atmosfera.
Para que possamos insuflar e desinsuflar nossos alvéolos, devemos inflar e desinflar nossos pulmões. Isso é possível através de movimentos que acarretem aumento e redução do volume no interior da nossa caixa torácica, onde nossos pulmões estão localizados.
Podemos expandir o volume de nossa caixa torácica levantando nossas costelas e contraindo o nosso músculo diafragma. Para retrairmos o volume da caixa torácica fazemos exatamente o contrário: rebaixamos nossas costelas enquanto relaxamos o nosso diafragma.
Portanto temos diversos músculos que nos são bastante importantes durante nossa respiração:
Músculos utilizados na inspiração: diafragma, esternocleidomastoideos, intercostais externos, escalenos, serráteis anteriores.
Músculos utilizados na expiração: intercostais internos, retos abdominais e demais músculos localizados na parede anterior do abdomen.
Durante a inspiração e durante a expiração, o ar passa por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do aparelho respiratório:
Nariz: É o primeiro segmento por onde, de preferência, passa o ar durante a inspiração. Ao passar pelo nariz, o ar é filtrado, umidificado e aquecido. Na impossibilidade eventual da passagem do ar pelo nariz, tal passagem pode acontecer por um atalho, a boca. Mas infelizmente, quando isso acontece, o ar não sofre as importantes modificações descritas acima.
Faringe: Após a passagem pelo nariz, antes de atingir a laringe, o ar deve passar pela faringe, segmento que também serve de passagem para os alimentos.
Laringe: Normalmente permite apenas a passagem de ar. Durante a deglutição de algum alimento, uma pequena membrana (epigloge) obstrui a abertura da laringe, o que dificulta a passagem fragmentos que não sejam ar para as vias respiratórias inferiores. Na laringe localizam-se também as cordas vocais, responsáveis para produção de nossa voz.
Traquéia: Pequeno tubo cartilaginoso que liga as vias respiratórias superiores às inferiores, logo abaixo.
Brônquios: São numerosos e ramificam-se também numerosamente, como galhos de árvore. Permitem a passagem do ar em direção aos alvéolos.
Bronquíolos: Mais delgados, estão entre os brônquios e os sacos alveolares, de onde saem os alvéolos.
Por toda a mucosa respiratória, desde o nariz até os bronquíolos, existem numerosas células ciliadas, com cílios móveis, e grande produção de muco. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias respiratórias.
Os alvéolos apresentam uma certa tendência ao colabamento. Tal colabamento somente não ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente no espaço pleulra, o que força os pulmões a se manterem expandidos. O grande fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenômeno chamado Tensão Superficial. A Tensão Superficial ocorre no interior dos alvéolos devido a grande quantidade de moléculas de água ali presente e revestindo, inclusive, toda a parede interna dos alvéolos. A Tensão Superficial no interior dos alvéolos certamente seria bem maior do que já o é se não fosse a presença, nos líquidos que revestem os alvéolos, de uma substância chamada surfactante pulmonar. O surfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil lecitina) por células presentes no epitélio alveolar. A grande importância do surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos líquidos que revestem o interior dos aléolos e demais vias respiratórias.
Estimulação Precoce
Viagem Fantástica - ATP como Combustível
Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

Fixando:
Metabolismo Aeróbio promove a ressíntese de ATP através da combustão de carboidratos e gorduras. O metabolismo de carboidratos e lípides forma Acetil-coenzima A que, no ciclo de Krebs das mitocôndrias, atua sobre o processo de descarboxilação. Os elétrons são transportados pela cadeia respiratória e captados por moléculas de oxigênio. Essa cadeia de eventos libera energia suficiente para ressintetizar 36 Moles de ATP por Mol de glicose. O fator de limitação desse sistema é o fluxo de moléculas de oxigênio para as mitocôndrias.
USP: exercício melhora qualidade de vida na menopausa
SÃO PAULO - Pesquisa multidisciplinar realizada na Universidade de São Paulo (USP) constatou que a prática regular de atividade física foi mais eficiente para melhorar a qualidade de vida de mulheres na menopausa do que o tratamento com reposição hormonal, combatendo os sintomas típicos do período, como indisposição, fadiga, irritação, insônia, dores no corpo e ondas de calor.


