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Teste de Ely


O teste de Ely avalia se o reto femoral está encurtado. O paciente deita-se em prono e o examinador flexiona passivamente o joelho do paciente. Se durante a flexão ocorrer flexão de quadil na mesma perna, isso indca que o reto femoral está encurtado, como na foto abaixo:


Portanto, se o teste de Ely é positivo, significa que o reto femoral está encurtado e que precisa ser alongado.

Fonte: O Guia do Fisioterapeuta

Articulações

FIBROSAS ( Sinartrose )

As articulações fibrosas incluem todas as articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido conjuntivo fibroso também conhecido como ligamento sutural. Há dois tipos principais de articulações fibrosas:
Suturas e Sindesmoses.

Dependendo em parte do comprimento das fibras de tecido conjuntivo que mantém os ossos unidos.

Suturas
Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou sulcos, que os mantêm íntima e firmemente unidos. Conseqüentemente, as fibras de conexão são muito curtas preenchendo uma pequena fenda entre os ossos. Este tipo de articulação é encontrado somente entre os ossos planos do crânio. Na maturidade, as fibras da sutura começam a ser substituídas completamente, os de ambos os lados da sutura tornam-se firmemente unidos, fundidos. Esta condição é chamada de sinostose.

Termos morfológicos:
- Serrátil;
- Denticulada;
- Escamosa;
- Limbosa;
- Plana;
- Esquindilese.

Sindesmoses
Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso, mas não ocorre nos ossos do crânio. Na verdade, a Nomenclatura Anatômica só registra dois exemplos: sindesmose tíbio-fibular e sindesmose radio-ulnar.

Gonfoses
Também chamada de articulação em cavilha, é uma articulação fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas cavidades alveolares na mandíbula e maxilas. O colágeno do periodonto une o cemento dentário com o osso alveolar.


Cartilaginosas ( anfiartrose )


Nas articulações cartilaginosas os ossos são unidos por cartilagem pelo fato de pequenos movimentos serem possíveis nestas articulações, elas também são camadas anfiartroses.

Sincondroses
Os ossos de uma articulação do tipo sincondrose estão unidos por uma cartilagem hialina. Muitas sincondroses são articulações temporárias, com a cartilagem sendo substituída por osso com o passar do tempo ( isso ocorre em ossos longos e entre alguns ossos do crânio). As articulações entre as dez primeiras costelas e as cartilagens costais são sincondroses permanentes.


- Sincondroses cranianas:
- Esfeno-etmoidal;
- Esfeno-petrosa;
- Intra-occipital anterior;
- Intra-occipital posterior;
- Sincondroses pós-cranianas:
- Epifisiodiafisárias;
- Epifisiocorporal;
- Intra-epifisária;
- Múltipla;
- Esternais;
- Manúbrio-esternal;
- Xifoesternal;v
- Sacrais.

Sínfises
As superfícies articulares dos ossos unidos por sínfises estão cobertos por uma camada de cartilagem hialina. Entre os ossos da articulação há um disco fibrocartilaginoso é característica distintiva da sínfise. Esses discos por serem compressíveis permitem que a sínfise absorva impactos. A articulação entre os ossos púbicos e a articulação entre os corpos vertebrais são exemplos de sínfises. Durante o desenvolvimento as duas metades da mandíbula estão unidas por uma sínfise mediana, mas essa articulação torna-se completamente ossificada na idade adulta.


As sínfises:
- manúbrio-esternal;
- intervertebrais;
- sacrais;
- púbica;
- do mento

Sinovias ( diartrose )


Neste tipo de articulação, as faces articulares do ossos não estão em continuidade. Elas estão cobertas por uma cartilagem hialina especializada e o contato está restrito a esta cartilagem. O contato é facilitado por um líquido viscoso, o líquido sinovial. Essas articulações são revestidas por uma cápsula fibrosa.

Cápsula Articular
É uma membrana conjuntiva que envolve a juntura sinovial como um manguito. apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em alguns pontos por feixes também fibrosos, que constituem os ligamentos capsulares, destinados a aumentar sua resistência. Em muitas junturas sinoviais, todavia, existem ligamentos independentes da cápsula articular denominados extra-capsulares ou acessórios e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos intra-articulares. Ligamentos e cápsula articular tem por finalidade manter a união entre os ossos, mas além disso, impedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados normais. A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascularizada e inervada sendo encarregada da produção da sinóvia. Discute-se se a sinóvia é uma verdadeira secreção ou um ultra-filtrado do sangue, mas é certo que contem ácido hialuronico que lhe confere a viscosidade necessária a sua função lubrificadora.


Discos e meniscos
Em várias junturas sinoviais, interpostas as superfícies articulares, encontram-se formações fibrocartilagíneas, os discos e meniscos intra-articulares, de função discutida: serviriam a melhor adaptação das superfícies que se articulam( tornando-as congruentes ) ou seriam estruturas destinados a receber violentas pressões, agindo como amortecedores. Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são encontrados na art. do joelho. Exemplo de disco intra-articular encontramos nas arts. esternoclavicular e ATM.


O movimento das articulações depende, essencialmente da forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limita-lo. Na dependência destes fatores as articulações podem realizar movimentos de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classifica-las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se que é monoaxial ou que possui um só grau de liberdade; será biaxial a que os realiza em torno de dois eixos ( 2 graus de liberdade); e triaxial se eles forem realizados em torno de três eixos (3 graus de liberdade). Assim as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, são monoaxiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a rádio-cárpica ( art. do punho), são biaxiais; finalmente as que além de flexão, extensão, abdução e adução, permitem também a rotação, são ditas triaxiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril.

AVISO

Amanhã dia 11/08 haverá grupo de estudo de Anatomia Humana.

Conteudo que será estudado:

INTRODUÇÃO A ANATOMIA
PLANOS
EIXOS
TERMOS DE MOVIMENTO

Local:biblioteca
Horário: 14 horas

Obs: Procurar Artenyzia/ Euber




Guia de Exercícios de Alongamento que apresenta, de forma bem didática, algumas práticas simples e rápidas que podem ser executadas em casa ou em qualquer outro local.

O alongamento é fundamental para pessoas que praticam algum tipo de esporte, pois prepara os músculos para a atividade e ajuda a prevenir lesões como estiramentos musculares, entorses, dores nas costas e articulações.

Clique no título ou na imagem para baixar...

Goniômetro


No seu dia a dia o fisioterapeuta tem a necessidade de avaliar constantemente o estado atual geral do seu paciente, para tal ele se utiliza de uma série de avaliações padronizadas, que trarão um registro das condições do indivíduo e da evolução da terapêutica utilizada. Entre esses métodos um que vem cada vez sendo mais utilizado é a goniometria.

Goniometria é a medição da movimentação articular. Ela constitui um passo essencial na avaliação da função do paciente com incapacidade muscular, neurológica ou esquelética. Para medir a amplitude de movimento das articulações usamos o goniômetro. O goniômetro mais utilizado é o goniômetro universal, que consiste de um círculo completo (360o) ou meio círculo (180o), com dois braços (um móvel e outro fixo), podendo ser de plástico ou metal.

Amplitude de movimento ativo: testa basicamente a integridade do músculo ou músculos usados na ação e do suprimento nervoso ligado ao músculo. A crepitação deve ser observada pois indica uma aspereza ou rugosidade das superfícies articulares ou atrito aumentado entre um tendão e sua bainha.

Teste muscular (amplitude de movimento resistido) Os testes são graduados em uma escala de 5 à 0:



Dica de Vídeo

No estúdio, Ana Maria conversou com a fisioterapeuta Yeda Bellia que explicou como funciona o simetrógrafo, aparelho que ajuda a visualizar os desvios posturais mais evidentes.


Yeda Bellia salienta que os adolescentes que têm uma postura mais encurvada, muitas vezes, possuem um encurtamento da musculatura posterior da coxa por que os ossos crescem muito rapidamente no estirão e a musculatura não acompanha.

Modelo 3D para estudo da marcha humana

A análise da marcha é um assunto essencial para o fisioterapeuta, para ajudar o pessoal que tem de estudar a análise da marcha, aí está o link de um arquivo .mov (arquivo do programa quick time) que mostra um modelo 3D interativo de esqueleto humano.



Neste modelo, é possível girar o esqueleto em 360 graus, fazê-lo andar pra frente e pra trás em diferentes velocidades. Enquanto anda, os principais músculos ativados durante a marcha podem ser visualizados.


Baixem no 4shared o arquivo marcha.mov

Se vc não tiver o quick time instalado, basta ir no site baixaki e fazer o download.


Aproveitem! Essa dica foi retirada do Blog O Guia do fisioterapeuta

Cinsesiologia

Para quem ainda tem dúvidas ou quer relembrar os conceitos sobre os tipos de alavancas...


Vale a pena visitar o Blog Novo Telecurso (ciências ou biologia) para rever alguns conceitos básicos que andam esquecidos... Não é vergonha não, vergonha é achar que já se sabe de tudo.

Cinesiologia- O Cotovelo


Métodos de Avaliação Funcional



Avaliação da Postura Autor: Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João.

Resumo: Versão PDF do material didático utilizado pelos alunos do curso de Fisioterapia da Universidade de São Paulo.

Ação muscular durante a marcha




Apostilas Biomecânica

Autor: Profa. Dra. Isabel de C. N. Sacco - Depto. Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional - FM USP

Resumo: aula preparada para o curso de graduação em Fisioterapia da USP. Arquivo em PDF.

Autor: Prof. Dr. Marcos Duarte - Escola de Educação Física - USP

Resumo: apostila didática em PDF sobre conceitos básicos de mecânica aplicada ao corpo humano.

Centro de Massa


Resumo: Observe o equilíbrio destas estruturas. Isto se deve à localização do centro de gravidade do conjunto dos objetos que forma cada estrutura.
Autor: Depto. de Física - Universidade Federal do Ceará





Fisioterapeuta belga traça paralelo entre postura e comportamento

Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde

Você já reparou que, ao ser surpreendido com um balde cheio d'água ou uma bolada, encolhemos o corpo e protegemos a cabeça com os braços? E que, ao brigar com alguém, inflamos o peito e inclinamos o corpo em direção ao adversário?

Músculos e articulações são desafiados a seguir o ritmo dos nossos instintos o tempo todo, o que não é fácil. Mas é melhor viver em malabarismos para não perder o compasso do que não mudar nunca de posição. Assim como a sua coluna "reclama" depois de um dia inteiro em frente ao computador, viver com o peito inflado também pode trazer problemas - embora nossas avós tenham ensinado que essa é a postura certa.

Para a fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, criadora do método GDS (que leva o seu nome), o corpo saudável é aquele que se adapta às diferentes situações com eficiência, de modo que nenhum grupo muscular fique sobrecarregado ou sem estímulo.

O método nasceu entre os anos de 1960 e 70, quando Denys-Struyf trabalhava em uma clínica de reumatologia. Retratista, ela tinha o hábito de desenhar os pacientes e, com o tempo, estabeleceu uma conexão entre os problemas posturais mais comuns e a ativação de determinados grupos de músculos e articulações.

Após observar milhares de pacientes e elaborar um trabalho estatístico, ela descreveu seis tipologias, batizadas por siglas que resumem as cadeias musculares mais ativadas em cada caso. Ela percebeu, também, que a tendência a usar demais um ou outro grupo tinha relação com aspectos comportamentais

A fisioterapeuta Cecília Stephan, de São Paulo, que trabalha com GDS há 10 anos, enfatiza que as tipologias não existem isoladamente na vida real. "Somos a soma dessas cadeias. Se a pessoa se fixa em uma ou em outra é que os problemas podem aparecer", explica. Ela cita o exemplo da mãe, que precisa arredondar as costas e os braços para aconchegar o bebê no colo.

A tarefa é fácil para uma mulher que funciona em "AM". Já se a pessoa for do tipo que está sempre com a coluna ereta, como uma "PA", a falta de flexibilidade pode causar dores na coluna. Um "PA" típico ou um "AM" puro talvez só existam no universo dos desenhos animados, ricos em estereótipos. Tanto que Stephan e a fisioterapeuta Maria Antonia Miguet elaboraram um estudo com personagens infantis para ensinar o método a outros profissionais e ilustrar o conceito de que nenhuma tipologia é melhor ou pior do que a outra.

A fisioterapeuta conta que também pode haver competição entre tipologias. A pessoa pode ser "PA" da cintura para cima e "AP" do umbigo para baixo. O conjunto traz costas e pescoço retos, bumbum empinado e abdome solto. Stephan reforça, no entanto, que o objetivo do GDS não é fazer pré-julgamentos, apenas enriquecer a visão do terapeuta em relação ao paciente, para que o trabalho seja individualizado. "Godelieve não se conformava em ver pessoas diferentes sendo tratadas com a mesma técnica", afirma.

Para tratar ou prevenir patologias ligadas à postura, o método propõe manobras específicas para cada caso, ou "terreno" de pré-disposição a patologias. Uma pessoa com excesso de "PM", que tensiona demais os músculos, pode ser estimulada a ter mais consciência do próprio esqueleto, com atividades de modelagem ou desenho. Já quando há falta de "AM", a tipologia ligada à afetividade, o trabalho é na posição fetal.




Fonte: Editora do UOL

Estimulação Precoce



Guia sobre o processo de desenvolvimento trimestral do bebê, com atividades e um dicionário de consulta.

Fonte: Discovery Channel

Relembrando...

Flexão
Aproximação de superfícies ósseas. Diminuição do ângulo entre dois ossos

Extensão
Afastamento de superfícies ósseas. Aumento do ângulo entre dois ossos.

Abdução
Afastamento de um segmento do corpo do plano mediano (linha mediana)

Adução
Aproximação de um segmento do corpo ao plano mediano (linha mediana)

Rotação
Movimento do osso em torno de seu próprio eixo central

Circundução
Movimento do osso de modo que a extremidade dele descreva um círculo

Supinação
Movimento dos ossos do antebraço de modo que o rádio e a ulna fiquem paralelos. Realizado com o cotovelo fletido.

Pronação
Movimento dos ossos do antebraço de modo que o rádio se sobreponha à ulna. Realizado com o cotovelo fletido.

Eversão
Movimento do pé para fora em relação a seu plano mediano. Acontece na articulação subtalar

Inversão
Movimento do pé para dentro em relação a seu plano mediano. Acontece na articulação subtalar.

PLANOS, EIXOS E NOMECLATURA DOS MOVIMENTOS


A cinesiologia é uma disciplina do curso de educação física que estuda os músculos conforme estejam envolvidos na ciência do movimento (THOMPSON, 1997).

A análise dos movimentos depende de uma descrição correta dos movimentos articulares que constituem cada padrão de movimento. A compreensão desses movimentos em relação ao plano e ao eixo que são encontrados é de grande importância para médicos, fisioterapeutas, educadores físicos, técnicos de esportes, treinadores, coreógrafos, bailarinos e outros profissionais da área da saúde, devido formar a base na elaboração de um programa de atividades e uma melhor localização das partes do corpo.

Os movimentos ocorrem através de planos imaginários e em eixos perpendiculares ao movimento e por convenção os movimentos articulares são definidos com relação à posição anatômica.

Para evitar uso de termos diferentes nas descrições anatômicas optou-se por uma posição padrão chamada de POSIÇÃO ANATÔMICA (“Indivíduo em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente).

Na posição anatômica, o corpo é referenciado de acordo com três planos mutuamente ortogonais:

O Plano Sagital divide o corpo simetricamente em partes direita e esquerda. As ações articulares ocorrem em torno de um eixo horizontal ou transversal e incluem os movimentos de flexão e extensão.

O Plano Frontal ou Coronal divide o corpo em partes anterior (ventral) e posterior (dorsal). As ações articulares ocorrem em torno de um eixo antero-posterior (AP) e incluem a abdução e a adução.

O Plano Transversal ou Horizontal divide o corpo em partes superior (cranial) e inferior (caudal). As ações articulares ocorrem em torno de um eixo longitudinal ou vertical e incluem a rotação medial – lateral e pronação – supinação.
Os termos que descrevem os movimento podem ser usados para várias articulações em todo o corpo, sendo que alguns termos são específicos para certas regiões, mas sempre respeitando a posição anatômica.