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Aulas...

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Guia de Exercícios de Alongamento que apresenta, de forma bem didática, algumas práticas simples e rápidas que podem ser executadas em casa ou em qualquer outro local.

O alongamento é fundamental para pessoas que praticam algum tipo de esporte, pois prepara os músculos para a atividade e ajuda a prevenir lesões como estiramentos musculares, entorses, dores nas costas e articulações.

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Montando um Banco de Wells

É necessário uma caixa de madeira medindo 30,5 cm x 30,5 cm x 30,5 cm, sendo que na parte superior, onde localiza-se a escala, haverá um prolongamento de 26,0 cm e o 23º cm da escala coincidirá com o ponto onde o avaliado toca a planta dos pés; o avaliado sentará com os joelhos estendidos, tocando os pés descalços na caixa sob a escala, em seguida posicionará as mãos uma sobre a outra, com os braços estendidos, sobre a escala, e executará uma flexão do tronco à frente, onde registra-se o ponto máximo em centímetros atingido pelas mãos.

Artigo

Comparação da flexibilidade de tronco entre cadetes do 1º ano e do 4º ano da Academia Militar das Agulhas Negras



Resumo

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), Resende-RJ, é uma instituição militar de ensino superior em ciências militares que tem por objetivo formar, em quatro anos de curso, os oficiais de carreira do Exército Brasileiro. As atividades físicas realizadas pelos cadetes exigem uma boa preparação da musculatura lombar e posterior da coxa e, diante disto, é necessário que os cadetes desenvolvam níveis satisfatórios de flexibilidade de tronco.

Esta qualidade, flexibilidade, é uma aptidão física estabelecida pelo American College of Sports Medicine (ACSM, 1998) e está intimamente relacionada à saúde e ao bem estar corporal. Além disto, o US Departament of Health and Human Services (2000) considera que um melhorestado de flexibilidade está associado a um menor risco para o surgimento de doenças, lesões articulares e/ ou de incapacidade funcional.

O objetivo deste estudo foi comparar os índices de flexibilidade linear de tronco entre os cadetes do 1º e do 4º ano da AMAN.

Participaram da pesquisa 194 cadetes, do sexo masculino, sendo 102 do 1º ano, com idade de 19,18 ± 1,18 anos, com estatura de 1,76 ± 0,06 m e massa corporal de 69,3 ± 6,89 kg, e 92 cadetes do 4º ano, com idade de 21,95 ± 1,11 anos, estatura de 1,76m ± 0,06 m e massa corporal de 72,28 ± 8,46 kg.

Os sujeitos foram selecionados de forma aleatória e submetidos ao teste de "sentar e alcançar", conforme protocolo do Canadian Standardized Test of Fitness (1987), sendo registrado o melhor resultado das três tentativas consecutivas. Foi utilizado o teste t de Student para amostras independentes, o qual apresentou t = 0,839, para p = 0,404. O resultado do teste de "sentar e alcançar" apresentou, para o 1º ano, uma média nos índices de flexibilidade de tronco de 40,95 ± 6,34 e, para o 4º ano, uma média de 40,51 ± 6,84.

Da análise dos resultados, conclui-se que não houve diferença significativa entre os índices de flexibilidade de tronco entre os cadetes do 1º e do 4º ano da AMAN. Sugerese que sejam realizados novos estudos que classifiquem os cadetes quanto aos níveis de flexibilidade.


Artigo publicado na REVISTA DE EDUCAÇÃO FÍSICA Nº 130 ABRIL DE 2005

Teste de Flexibilidade - Banco de Wells e Dilon



O banco de Wells (Wells e Dillon) é utilizado para medir a flexibilidade da parte posterior do tronco e pernas. O banco mede 35 cm de altura e largura, 40 cm de comprimento com uma régua padrão na parte superior ultrapassando em 15 cm a
superfície de apoio dos pés.

O indivíduo senta-se de frente para o banco, colocando os pés no apoio com os joelhos estendidos. Ergue os braços com as mãos sobrepostas, levando ambas para frente e empurrando o marcador para o mais distante possível na régua. É aconselhável realizar uns 3 movimentos antes do teste como aquecimento.

Não
devem ser feitos impulsos ou insistências. Para o teste, deve ser feita uma única execução máxima e o resultado deve ser anotado em centímetros.

Podem ser feitas várias testagens do mesmo indivíduo ao longo do tempo, para avaliação e monitoramento da evolução de sua flexibilidade, ou a comparação com valores médios estatísticos. A classificação mais utilizada dos resultados é a seguinte:

até 11cm = fraco
de 12 a 13cm = regular
de 14 a 18cm = médio
de 19 a 21cm = bom
22cm ou + = excelente


Simulador de Eletrocardiograma


O ECG Simulator é um simulador animado do ritmo cardíaco com uma variedade de funções. Saiba mais sobre o básico ECG, praticando, estudando o ritmo e sua interpretação. Link

Adaptações fisiológicas ao trabalho de musculação

Julimar Luiz Pereira *
Elizabeth Ferreira de Souza *
Mario André Mazzuco *
Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Yan (2000) define adaptação como uma mudança na estrutura, função ou forma que melhora as condições de sobrevivência para um animal em um dado ambiente. O músculo estriado esquelético é um tecido dinâmico com grande capacidade de adaptação produzida por alterações de demanda funcional. Conforme Alberts et al (1997), o músculo esquelético é uma célula gigante formada pela fusão de células isoladas que mantém seus núcleos logo abaixo da membrana plasmática. O citoplasma é composto fundamentalmente por miofibrilas, que são os elementos contráteis da célula. Isto tudo caracteriza o músculo esquelético como uma célula altamente especializada e compartimentalizada.

O exercício físico é um potente indutor de adaptações nas estruturas neuromusculares. Estas mudanças estão relacionadas sobretudo ao tipo e exercício desenvolvido, porém o exercício característico de força muscular é o melhor estímulo para induzir mudanças nas estruturas musculares (Wilmore e Costill, 2001; Garret Jr e Kirkendall, 2000).

O Colégio Americano de Medicina do Esporte ressalta que a força muscular é um componente fundamental da saúde, aptidão física e melhora da qualidade de vida (Kraemer et al, 2002).

Entre as respostas ao treinamento de força muscular está a hipertrofia muscular, que consiste num acúmulo proteico, produto de uma maior síntese de proteínas e uma diminuição de sua degradação (Booth e Thomason, 1991). Conforme Phillips et al (1997) a síntese proteica no músculo esquelético é aumentada após treinamento intenso com pesos, sendo que alcança seu pique em torno de 24 horas pós-treino e permanece elevada até 36-48 horas pós-exercício (MacDougall et al, 1995).

Adaptações neurais

Os ganhos de força podem ser produtos de dois tipos de fatores: as adaptações neurais e as adaptações miofibrilares (hipertrofia muscular). Diversos autores observaram que os ganhos ocorridos nas primeiras semanas são resultado, sobretudo, de adaptações nos mecanismos relacionados ao sistema nervoso, enquanto que melhoras posteriores estariam ligadas ao aumento dos componentes contráteis do músculo esquelético. O período em que esta resposta se dá parece estar relacionado à periodização do treinamento e a individualidade de cada sujeito, no entanto parece situar-se entre a sexta e a oitava semana de treinamento (Moritani e de Vries, 1979; Staron et al, 1994; 1991).

Perspectivas mais recentes sugerem que a resposta hipertrófica das miofibrilas musculares pode ser limitada, supondo um período em torno de 12 meses. Ganhos posteriores seriam atribuídos sobretudo a uma segunda fase de adaptação neural. (Deschenes e Kraemer, 2002).

Alguns estudos têm demonstrado outros processos adaptativos que poderiam contribuir para o aumento da força muscular em resposta ao treinamento, como a inibição de antagonistas (Hakkinen et al, 1998), expansão de área da junção neuromuscular (Deschenes, 2000) e melhor sincronia nas unidades motoras (Milner-Brown et al, 1975). A importância das adaptações neuromotoras ao trabalho de força pode ser verificada principalmente em experimentos envolvendo o treinamento de apenas um segmento corporal. Nesse caso, os segmentos contralaterais não submetidos ao treinamento de força apresentam também aumento nos graus de força muscular (Shaver, 1970; Sale, 1988).

Adaptações contráteis

A hipertrofia muscular não é possível sem o acréscimo de proteína contrátil, de forma que a ingesta alimentar torna-se de fundamental importância para garantir um balanço nitrogenado positivo. Williams (2002) sugere para um sujeito jovem uma necessidade adicional de 3500 calorias para a síntese de 450 gramas de tecido muscular. Diversos autores citam a hiperplasia como outra possível adaptação ao treinamento resistido, mas esta adaptação teria pequena participação no crescimento muscular, algo em torno de 5% (MacDougal apud Deschenes e Kraemer, 2002). Mais recentemente McGall e colaboradores (1999) demonstraram que a hipertrofia muscular em humanos acontece na ausência de hiperplasia.

Um importante mecanismo associado às respostas ao treinamento de força é a ativação de células quiescentes localizadas entre o sarcolema das miofibrilas e sua matriz extracelular, conhecidas como células satélites. Sabe-se que a matriz extracelular é uma região abundante em fator de crescimento insulina-like I (IGF-I) (Sara e Hall, 1990). Mediante o stress induzido pelo exercício ou uma situação de lesão, a ação local dos fatores de crescimento específico levaria ao surgimento de novos núcleos, que, somado a síntese adicional de proteínas levaria a um aumento da massa muscular (Alberts et al, 1997; Deschenes e Kraemer, 2002).

Tipos de fibras

É de consenso o impacto do trabalho de força sobre as fibras do tipo II, que mediante trabalho prolongado apresentam um aumento percentual sobre as fibras do tipo I (Kraemer et al, 1995; Volek et al, 1999). A maior concentração de fibras do tipo II é verificada pela expressão de miosinas de cadeia pesada do tipo IIx (MHC-II) (Alberts et al, 1997). Aagaard e Andersen (1998) verificaram que a concentração percentual de MHC-II no quadríceps femoral está relacionada positivamente com a força concêntrica máxima desenvolvida em movimentos rápidos e moderados. Entretanto Staron et al (1991) sugerem que tal mudança se dá após longo período de treinamento.

Conforme Fleck e Kraemer (1999), embora não haja conversão para o tipo I, estas fibras também respondem ao treinamento resistido, todavia não com a mesma intensidade que fibras do tipo II. Staron et al (2000) observaram que em homens a concentração de fibras do tipo II responsivas ao treinamento tende a ser significativamente maior do que em mulheres.

Adaptações endócrinas

Diversos estudos têm enfocado as respostas agudas e/ou crônicas dos diferentes hormônios ao treinamento resistido. Muitos desses trabalhos são contraditórios, o que sugere atenção à individualidade biológica, ao treinamento aplicado e as metodologias empregadas.

A testosterona é o principal hormônio masculino relacionado ao crescimento muscular. Alguns estudos demonstraram um significativo aumento dos níveis séricos em resposta ao treinamento de força (McCall et al, 1999; Deschenes et al, 1998; Kraemer et al, 1998), enquanto que outros não observaram aumentos significativos nos níveis de testosterona (Kraemer et al, 1995; Hakkinen et al, 1988; Alen et al, 1988). Valores basais de testosterona em homens apresentam-se muito maiores do que os níveis observados em mulheres; nestas, as taxas de hormônio do crescimento (GH) se apresentam relativamente mais elevadas, bem como apresentam respostas mais intensas ao exercício (Marx, 2001; Kraemer et al, 1990; Gotshalk et al, 1997). Estes achados apontam para o GH como o principal hormônio indutor do anabolismo muscular em resposta ao treinamento de força em mulheres. A longo prazo não são observados incrementos nos níveis de GH durante o repouso, tendo sido identificadas inclusive breves reduções no níveis séricos (Marx et al 2001). Estudos conduzidos por Kraemer et al (1990), Gotschalk et al (1997) e Kraemer et al (2001) têm levantado informações que permitem afirmar que o GH surge como o hormônio mais responsivo às variáveis do treinamento como intensidade, intervalos de repouso (intervalos curtos apresentam maior impacto sobre as taxas) e regime de contração (contrações excêntricas e mais longas causam elevações mais significativas nos níveis séricos). A mesma responsividade não é apresentada por outros hormônios, como a testosterona e o cortisol.

Na perspectiva dos agentes biológicos como função anabólica, o IGF-I ou fator de crescimento para insulina assume um papel de destaque no desenvolvimento muscular induzido pelo treinamento de força. Esse elemento biológico apresenta ação sobre a desaceleração da proteólise, necessária ao anabolismo (Sara e Hall, 1990; Daughaday e Rotwein, 1989). Garret Jr e Kirkendall (2000) mencionam os IGF-I como envolvidos no aumento do consumo de aminoácidos e na síntese de glicose, além de estimularem a mitose celular. Yan et al (1993) e DeVol et al (1990) observaram que o treinamento de força intenso pode induzir elevação nos níveis de IGF-I, inclusive com a verificação de que o mencionado fator de crescimento pode ser sintetizado e secretado pelo próprio músculo esquelético. Em sentido contrário, Nindl et al (2001) e Kraemer et al (1995) não observaram a mesma resposta de aumento do IGF-I. Respostas crônicas nos níveis circulatórios de IGF-I também são conflitantes, enquanto McGall et al (1999) Kraemer et al (1998) e Hakkinen et al (2001) não observaram alterações nos níveis basais, Marx et al (2001) e Borst et al (2001) encontraram elevações significativas após 12 e 13 semanas de treinamento resistido.

O catabolismo muscular é mediado sobretudo pelo cortisol, hormônio glucocorticóide que tanto apresenta efeito na estimulação da degradação protéica como na inibição da síntese de proteína muscular (Florini, 1987; Alberts et al, 1997). A ação do cortisol se dá tanto sobre as fibras lentas como sobre as rápidas, porém nestas últimas o impacto é mais pronunciado (Kelly e McGrath, 1986), sendo potencializado atenuação verificada sobre agentes anabólicos como a testosterona, o GH e a insulina (Bricout et al, 1999; Dianan et al, 1994; Loehrke et al, 1996 apud Deschenes e Kraemer, 2002). Os aumentos nos níveis de cortisol são observados sobretudos em situações de stress (Alberts et al, 1997; Garret Jr e Kirkendall, 2000). Desta forma, o exercício resistido intenso apresenta-se como um potente agente estressante e pós-treinamento verificam-se grandes elevações nos níveis de cortisol circulante (Marx et al, 2001; Kraemer et al, 1998). As respostas crônicas podem apontar para níveis atenuados nas condições de repouso (Kraemer et al, 1998; Alen et al, 1988 apud Deschenes e Kraemer, 2002). Esta resposta é compatível com o desenvolvimento de hipertrofia induzida pelo exercício.

Adaptações bioenergéticas

Estudos de Volek et al (1999) e Tesch (1992), direcionados à análise das vias energéticas têm demonstrado um perfil inalterado do fosfágeno muscular e das enzimas relacionadas à geração de energia anaeróbia alática (creatinaquinase e mioquinase). Conteúdos musculares de glicogênio e de enzimas relacionadas à glicólise parecem também não elevar-se significativamente em função do treinamento de força específico (Houston et al, 1983, Tesch et al, 1990 apud Deschenes e Kraemer, 2002).

Em relação ao metabolismo de gorduras, Staron et al (1984) e Chilibeck et al (1999) observaram diminuição nas reservas musculares após o treinamento com pesos. Comprovando as adaptações específicas ao exercício físico, a concentração de algumas enzimas envolvidas no processo de geração de energia aeróbia tem apresentado diminuição após o trabalho de musculação, como no caso da citrato sintase e da succinato desidrogenase (MacDougall et al. 1979; Staron et al, 1984; Green et al, 1999; Chilibeck et al, 1999). Organela celular responsável pela geração de energia, a mitocôndria apresenta redução na sua densidade, principalmente em função da hipertrofia celular (MacDougall et al, 1979 e Chilibeck et al, 1999). Tesch et al (1992) sugerem ainda diminuições no conteúdo de mioglobina em resposta ao treinamento com pesos.

Adaptações da composição corporal

De forma geral os maiores consensos relacionados às adaptações ao treinamento com pesos são encontrados entre os indicadores de composição corporal. Observam-se respostas significativas em ambos sexos e faixas etárias, tanto em atletas como em não-atletas. Diversos pesquisadores observaram aumento da massa corporal magra, bem como diminuição nos conteúdos de gordura sub-cutânea após o trabalho com pesos (Staron et al, 1991; MacDougall et al, 1977; Kraemer et al, 2000; Hunter et al, 2000; Fleck e Kraemer, 1999).

Com relação às características do trabalho de musculação, além da sua alta especificidade verifica-se a grande vantagem do controle de diversas variáveis do treinamento, como intensidade e volume. A carga, o número de repetições o intervalo de repouso, entre outras acabam por tornar a periodização do exercício uma arte capaz de induzir diversas respostas e adaptações do músculo esquelético.

Hortobagyi et al (1993 apud Mujika e Padilla, 2001) verificaram que o condicionamento de força muscular induzida pelo treinamento excêntrico apresentou perdas mais acentuadas do que os progressos obtidos a partir do exercício concêntrico. Isto pode indicar a importância assumida pelo regime de contração excêntrica nos programas de treinamento de característica neuromuscular, e que se apresenta no treinamento muscular como um dos seus principais componentes. Do ponto de vista metabólico verifica-se, segundo Badillo e Ayestaran (2001) e Bacurau et al (2001), predomínio das vias energéticas anaeróbias, porém com gasto energético significativo e que em função da ação dos hormônios anabólicos como o GH e a testosterona favorecem a utilização não só da glicose como substrato energético, mas também da gordura.

Com relação ao impacto sobre as características teciduais do músculo esquelético, observa-se como principal resposta à prática da musculação o processo de hipertrofia, tendo como principal alvo as fibras do tipo II ou rápidas.

Que fibras musculares você usa?

Revista Contra relógio
EDIÇÃO 181 - OUTUBRO 2008
POR EVELISE ZAIDAN E PRISCILA FRIAS (
evelise.priscila@gmail.com)

Fibras musculares são sub componentes do músculo, isto é, são as “células musculares”, cada qual com estrutura e funções diferentes, o que permite a realização das mais diversas atividades motoras de uma maneira mais eficiente. No ser humano, não é possível identificar os tipos de fibras de um músculo sem o auxílio de um microscópio e técnicas específicas.


De acordo com a grande diversidade de exercícios físicos e suas variantes (diferentes cargas, número de repetições, distância percorrida etc), o músculo sofre adaptações que também são variáreis. Portanto, um determinado tipo de atividade determina qual o tipo de fibra muscular será mais recrutado. Consequentemente, o músculo pode ficar de maior ou menor tamanho.


TRÊS TIPOS DE FIBRAS. O músculo é composto basicamente por três tipos de fibras musculares classificados pela velocidade de resposta de contração: Tipo I (fibras de contração lenta), Tipo IIa (fibras de contração rápida) e Tipo IIb (fibras de contração rápida).


FIBRAS MUSCULARES TIPO I (CONTRAÇÃO LENTA).

Este tipo de fibra possui resposta de contração lenta, é mais avermelhada (escura), pois possui maior número de capilares sangüíneos o que proporciona ao músculo maior suprimento de sangue e, conseqüentemente, de oxigênio. Apresenta também grande quantidade de mitocôndrias que são o "pulmão" da célula, responsáveis pela "respiração" celular, ou seja, usam o oxigênio para obter energia.


São fibras pequenas, com pouca capacidade de hipertrofiar, ou seja, de ganhar volume muscular. São resistentes à fadiga, pois possuem metabolismo predominantemente aeróbico (dependem de oxigênio para gerar energia), por isso respondem às atividades de longa distância. Os maratonistas apresentam predominância desse tipo de fibra.[


FIBRAS MUSCULARES TIPO IIA (CONTRAÇÃO RÁPIDA).

São fibras que apresentam rápida velocidade de contração. São mais pálidas que as fibras de contração lenta (Tipo I), pois possuem menor número de capilares sangüíneos apresentando, assim, menor suprimento de oxigênio. Apesar dessa característica possuem boa capacidade de metabolismo aeróbico fadigando menos que as fibras tipo IIb (contração rápida também).


Sua capacidade de produzir energia utilizando oxigênio é inferior se comparada às fibras de contração lenta. Porém, podem melhorar consideravelmente com o estímulo de contração, além de possuir metabolismo anaeróbico de média duração, ou seja, produzem energia mesmo sem a presença de oxigênio.


Sendo assim, são fibras de características intermediárias que possuem grande capacidade de hipertrofia, isto é, ganham mais massa comparado às fibras musculares tipo IIb, porém apresentam menor capacidade de produzir força muscular. Essa fibra é mais desenvolvida em indivíduos que aparentam possuir maior volume de massa muscular, como por exemplo, os fisiculturistas.


FIBRAS MUSCULARES TIPO IIB (CONTRAÇÃO RÁPIDA).

Essas fibras são mais pálidas que as fibras Tipo IIa pois possuem um número ainda menor de capilares sangüíneos e assim um suprimento sangüíneo ainda mais pobre que as anteriores, o que caracteriza um metabolismo predominantemente anaeróbico.


Elas são recrutadas em atividades que necessitam o uso de maior força muscular e por isso desenvolvem maior força numa única contração, porém são mais suscetíveis à fadiga. Ganham volume, aumentam facilmente de tamanho, mas se "cansam" rapidamente. São maiores que as fibras musculares de contração lenta (Tipo I). São predominantes em atletas que praticam atividades de grande potência num curto período de tempo, como corredores de 100 m.


TREINAMENTO X TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES


O fator genético determina as proporções de tipos de fibras musculares de cada indivíduo. Por isso, é comum observarmos atletas, que realizam a mesma atividade e treinos de forma semelhante, possuírem desempenho e características físicas diferentes.


A proporção de diferentes tipos de fibras musculares explica a diferença entre a tendência de ganhar mais ou menos massa muscular. Uma pessoa que possui maior proporção de fibras de contração lenta pode apresentar um potencial limitado para aumentar sua massa muscular, isso porque as fibras de contração rápida crescem mais que as primeiras em resposta ao mesmo tipo de treino.


As fibras de contração lenta são as primeiras a serem recrutadas em qualquer tipo de treinamento, já as de contração rápida são recrutadas em momentos específicos, como nos trabalhos de potência e contrações de alta intensidade e quando são super-requisitadas, hipertrofiam rapidamente.

TREINAMENTO AERÓBICO.

O treinamento aeróbico é caracterizado por exercícios de longa duração. Lembrem-se de que o consumo de oxigênio cresce à medida que aumenta a distância da prova. Corredores de longa distância, portanto, usam mais oxigênio para produção de energia, sendo de fundamental importância desenvolver mais a capacidade aeróbica.


Esse tipo de atividade recruta quase que exclusivamente as fibras de contração lenta, que possuem baixa capacidade de hipertrofia e são resistentes à fadiga. As fibras de contração rápida dificilmente são recrutadas, podendo até hipotrofiarem, por isso, atletas de longa distância possuem menor massa muscular.


TREINAMENTO DE FORÇA.

Neste tipo de treinamento são utilizados exercícios com altas cargas e poucas repetições com um período de repouso em cada série.


Este tipo de exercício aumenta o tamanho das fibras de contração rápida, principalmente fibras Tipo IIb, pois estas fibras produzem uma força maior e se contraem com maior velocidade que as fibras de contração lenta. Por outro lado, como já foi citado, fibras de contração rápida se "cansam" mais rapidamente, por isso este tipo de treinamento é realizado com pouca repetição.


TREINAMENTO PARA HIPERTROFIA.

Envolve o uso de cargas moderadas permitindo que o atleta realize mais repetições que um treinamento de força, com períodos de restabelecimento mais curtos. Este tipo de atividade recruta com mais intensidade fibras de contração rápida. São estas fibras que desenvolvem a massa muscular, que vão dar a característica de grande volume muscular ao indivíduo.


Para exemplificar, estudos têm revelado menor porcentagem de fibras de contração rápida em fisiculturistas que em outros atletas que realizam treinamento de força. Essa diferença justifica o fato de fisiculturistas não apresentarem a mesma força que levantadores de peso.


A tabela abaixo na página faz um resumo das características dos tipos de treinamento aeróbico, de força e para hipertrofia, bem como os tipos de fibras mais recrutados em cada categoria.


AS FIBRAS SE TRANSFORMAM?

Estudos ainda não provam se fibras de contração rápida se transformam em fibras de contração lenta com o exercício aeróbico praticado por muito tempo, porém alguns autores acreditam que pode ocorrer uma "adaptação" das fibras IIb para fibras IIa, devido a esta última possuir melhor capacidade de utilizar oxigênio, sendo mais resistente à fadiga.


Possivelmente, nos jovens com idade de 12 a 14 anos encontra-se a melhor fase para determinar as características atléticas futuras. Nesta faixa etária encontram-se fibras de características intermediárias (IIa) na proporção de 14% no sexo masculino e 10% no sexo feminino. Alguns autores afirmam que estas fibras intermediárias, dependendo do estímulo, possam desenvolver mais fibras de contração rápida ou lenta, ou seja, caracterizando maior velocidade, força ou hipertrofia. A transformação destas fibras musculares num momento posterior poderá deixar de ser possível devido à alteração na proporção destas.


Mesmo com essa capacidade de adaptação muscular aos diferentes tipos de exercícios, sabemos que o indivíduo possui características próprias, devido à herança genética que determina as tendências de adaptação muscular de cada um. Por isso, o exercício físico deve ser praticado conforme o resultado almejado, mas os limites individuais devem ser respeitados.


EVITANDO LESÕES.

O treinamento de um atleta de provas de longa distância não deve se limitar ao treinamento aeróbico. O fortalecimento muscular é necessário para proteção articular do atleta e a manutenção da postura durante a corrida, pois sabemos que uma prova de longa distância é caracterizada por diversas situações: subida, descida, curvas e o atleta geralmente aumenta a velocidade no final do percurso.


O fortalecimento muscular é fundamental, pois prepara o atleta para essas diferentes situações evitando a sobrecarga nas articulações e, consequentemente, prováveis lesões. Músculos como quadríceps (anterior da coxa) e tríceps sural (panturrilha) são importantes para a proteção articular de tornozelo, joelho e quadril, e músculos paravertebrais (coluna) e abdominais auxiliam na manutenção postural durante a prova.


Independente do treinamento realizado, você deve ser sempre acompanhado de um profissional especializado para orientá-lo. Isso vale tanto para quem deseja apenas iniciar uma atividade física, como para aqueles que desejam correr competitivamente. O fisioterapeuta e o educador físico desempenham um papel importante no preparo do corredor para realizar a atividade física de forma adequada, evitando lesões e mantendo um bom desempenho. Dessa forma, você terá uma qualidade de vida melhor e assim poderá praticar seu esporte por muito mais tempo.

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Músculos e Tipos de Fibras Musculares

Músculos são as unidades contráteis da estrutura corporal. São as estruturas responsáveis pelo movimento que executamos durante toda e qualquer atividade motora. No corpo humano, existem três tipos de músculos: músculo liso, estriado e cardíaco. Cada um destes possui diferentes funções já que cada um tem características morfológicas e metabólicas peculiares.

Músculo liso: este tipo contrai em resposta a impulsos nervosos de uma parte do sistema nervoso não controlado pela vontade. Como exemplo podemos citar o funcionamento do aparelho circulatório, cujo funcionamento não causa percepção consciente.


Músculo cardíaco: o tecido muscular cardíaco se assemelha ao músculo liso por serem as suas contrações influenciadas pela parte do sistema nervoso relacionada com funções mais automáticas e involuntárias. Mas o músculo cardíaco tem a capacidade inerente de iniciar seu próprio impulso de contração, independentemente do sistema nervoso.


Músculo esquelético: os órgãos anatômicos chamados músculos estão sob controle da vontade, embora sua função possa tornar-se semi-automática com a repetição e com o treino. São estes músculos que realizam os movimentos do corpo humano.


As estruturas que compõem os músculos são denominadas fibras musculares. São elas que, através de um intricado processo bioquímico e mecânico, se encurtam, produzindo movimentos. No entanto, a musculatura esquelética não possui apenas um único tipo de fibra muscular. Através de uma técnica de biópsia que "colore" histoquimicamente as fibras musculares, pesquisadores puderam diferenciar dois tipos de fibras musculares: as de contração lenta (CL) e as de contração rápida (CR). As fibras CL são também denominadas vermelhas pois, ao serem "coloridas", se mostram avermelhadas pois são ricas em mioglobina (um composto que armazena oxigênio, dentre outras funções). Já as fibras CR não alteram a sua coloração e, portanto, são também denominadas fibras brancas pois estas são pobres em mioglobina.


Fibras de Contração Lenta: as fibras CL possuem características contráteis de caráter lento, ou seja, se encurtam mais lentamente. Porém não se iluda, as fibras CL se contraem em cerca de 90-140 milisegundos, ou seja, muito mais rapidamente do que até mesmo um piscar de olhos! Metabolicamente, são dotadas de muitas mitocôndrias (organelas responsáveis pelo metabolismo aeróbio), enzimas aeróbias e capilares sanguíneos (micro-vasos sanguíneos que facilitam a perfusão de oxigênio pelos músculos). Por isto, são dotadas de uma alta capacidade para oxidar (queimar) gorduras, carboidratos e até mesmo ácido láctico.


Fibras de Contração Rápida: as fibras CR podem ser subdivididas em dois subtipos: fibras CR tipo A (IIA) e fibras CR tipo B (IIB). Fibras IIA possuem características contráteis rápidas, ou seja, se contraem rapidamente (40-90 milisegundos) mas são dotadas de características metabólicas semelhantes às fibras CL. Possuem uma capacidade oxidativa razoável, inferior à CL mas que pode aumentar consideravelmente. No entanto, seu verdadeiro potencial está no metabolismo anaeróbio de média duração (1-3 minutos). As fibras IIA são capazes de gerar energia independentemente da presença de oxigênio, produzindo como subproduto de seu trabalho o ácido láctico. Fibras IIB são chamadas de verdadeiras fibras de contração rápida pois sua velocidade de contração é rápida (40-90 milisegundos) e suas propriedades metabólicas possuem um baixo caráter oxidativo e um alto potencial para o fornecimento de energia de curta (1-50 segundos) e média (1-3 minutos) duração.


Funcionamento dos diferentes tipos de fibras musculares no nosso dia-a-dia:


As fibras CL são recrutadas em primeiro lugar, independentemente da intensidade do exercício. Caso haja necessidade de um fornecimento rápido e potente de energia, fibras adicionais do tipo IIA serão recrutadas. Somente em níveis máximos ou quase máximos é que recrutamos as fibras IIB. A existência de diferentes tipos de fibras musculares nos permite que executemos as mais diversas atividades motoras de uma maneira mais eficiente. Por exemplo, quando corremos em velocidade máxima recrutamos todos os tipos de fibras, principalmente as do tipo IIB. No entanto, as fibras IIB entram rapidamente em fadiga e caso quiséssemos continuar correndo, seríamos obrigados a reduzir a velocidade pois as fibras IIA passariam a ser preferencialmente recrutadas. Apesar de possuírem um alto potencial energético, este é ainda assim inferior à potência das fibras IIB. Não demoraria muito e rapidamente sentiríamos uma enorme sensação de fadiga, nos obrigando a reduzir ainda mais a velocidade. Neste caso, as fibras CR passariam a ser recrutadas preferencialmente. Inteligentemente, estas fibras utilizam seu alto potencial oxidativo para queimar preferencialmente as gorduras e ácido láctico que foi acumulado durante os momentos anteriores do exercício. Somente assim seria possível continuar correndo sem esgotar as reservas limitadas de carboidratos que se encontram estocadas em nossos músculos.

E mais: Slides PPT: Tipos de Fibras Musculares

Fisiologia - sistema respiratório

Tipo do recurso: Hipertexto
Objetivo: Mostrar o funcionamento do sistema respiratório
Descrição do recurso: Este hipertexto mostra o funcionamento do sistema respiratório, descrevendo os órgãos envolvidos, suas funções e suas peculiaridades
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Aula de anatomia [Visões do esporte]

  • Tipo do recurso: Vídeo
  • Objetivo:
    Enfocar a importância dos músculos para o esporte
  • Descrição do recurso:
    Relata a importância do coração, como músculo, para o funcionamento do corpo humano. Enfoca a importância dos músculos para o esporte, principalmente, para o atletismo
  • Observação:
    Duração: 1 min, 33 s. Colaboração: TV Escola (Realização)
  • Autor(es): Brasil. Ministério da Educação (MEC)
    Idioma: Português (pt)
    País: Brasil (br)
  • Fonte do recurso:
    Ministério da Educação, Portal Domínio Público
    Endereço eletrônico:
    http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=51229
  • Detentor do direito autoral: Brasil. Ministério da Educação (MEC). Portal Domínio Público
  • Licença: O acervo disponível para consulta neste endereço eletrônico (http://www.dominiopublico.gov.br) é composto, em sua grande maioria, por obras que se encontram em domínio público ou obras que contam com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais
  • Submetido por: Universidade de Brasília (UnB)


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Dia 08/04 Fisiologia do Exercício
  • Adaptação Respiratória
  • Adaptação Endócrina
  • Adaptação Muscular

Dia 14/04 Patologia

  • Inflamção Aguda
  • Inflamação Crônica
  • Regeneração

ARTIGO: FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO

Influência da atividade física no tratamento da osteoporose.

1. INTRODUÇÃO

Na população atual observa-se um aumento significativo na incidência de doenças crônico-degenerativas devido ao sedentarismo, acelerando o processo de envelhecimento. Essa diminuição da capacidade física , incluindo a saúde óssea, é o preço que se paga pela dependência cada vez maior dos meios modernos. O consumo intenso de álcool, cigarro, inatividade física e má alimentação agravou o quadro das doenças hipocinéticas, entre elas a osteoporose. Segundo GHORAYEB e BARROS, 1999, o declínio da atividade celular, observado a partir da terceira década de vida promoveu significativas alterações na estrutura e na função dos órgãos, observando-se progressiva corrosão das reservas funcionais associadas a queda de resistência do corpo humano em relação aos distúrbios, ao estresse e aos processos patológicos.


A osteoporose consiste num enfraquecimento ósseo pela diminuição progressiva da massa óssea por unidade de volume, tornando os ossos porosos e facilmente fraturados. O aumento no número de fraturas em pessoas idosas, principalmente mulheres, sendo estas fraturas conseqüências da osteoporose, nomeou esta doença como epidemia do século XXI, tornando essas pessoas incapacitadas de realizar muitos movimentos antes considerados cotidianos. Essa situação ocorre principalmente em mulheres no período da menopausa, quando essa perda óssea chega a atingir 1 a 3% ao ano, acentuando-se ainda mais na pós-menopausa, pois ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, que é o principal hormônio regulador do metabolismo ósseo (MATSUDO & MATSUDO, Apud PINTO & CHIAPETA, 1995).


Porém nota-se que indivíduos ativos apresentam massa óssea mais densa, mostrando que um dos meios de evitar a porosidade excessiva dos ossos é adotar um estilo de vida ativo, uma vez que o exercício físico é capas de provocar adaptações no sistema ósseo como o aumento da calcificação, reestabilizando o aparelho locomotor, melhorando a capacidade aeróbica dos idosos e reduzindo o risco de quedas ocasionadas por falta de força, flexibilidade ou coordenação.

SISTEMA RESPIRATÓRIO

Por Milton Carlos Malaghini

VENTILAÇÃO PULMONAR

Nossas células necessitam, enquanto vivas e desempenhando suas funções, de um suprimento contínuo de oxigênio para que, num processo químico de respiração celular, possam gerar a energia necessária para seu perfeito funcionamento e produção de trabalho.

Da mesma forma que um motor de automóvel necessita, para produzir seu trabalho mecânico, além da fonte de energia orgânica fornecida pelo combustível (gasolina, álcool ou diesel), de fornecimento constante de oxigênio; da mesma forma que uma chama num palito de fósforo, para permanecer acesa necessita, além da matéria orgânica presente na madeira do palito, também de oxigênio, nossas células também, para manterem seu perfeito funcionamento necessitam, além da fonte de energia proporcionada pelos diversos alimentos, de um fornecimento constante de oxigênio.

O oxigênio existe em abundância em nossa atmosfera. E para captá-lo necessitamos de nosso aparelho respiratório. Através deste, parte do oxigênio da atmosfera se difunde através de uma membrana respiratória e atinge a nossa corrente sanguínea, é transportado pelo nosso sangue e levado às diversas células presentes nos diversos tecidos. As células, após utilizarem o oxigênio, liberam gás carbônico que, após ser transportado pela mesma corrente sanguínea, é eliminado na atmosfera também pelo mesmo aparelho respiratório.

Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória, oxigênio passando do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o gás carbônico se difundindo em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.

A ventilação pulmonar consiste numa renovação contínua do ar presente no interior dos alvéolos. Para que isso ocorra é necessário que, durante o tempo todo, ocorram movimentos que proporcionem insuflação e desinsuflação de todos ou quase todos os alvéolos. Isso provoca, no interior dos alvéolos, uma pressão ligeiramente, ora mais negativa, ora mais positiva do que aquela presente na atmosfera.

Durante a inspiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais negativa do que a atmosférica, uma certa quantidade de ar atmosférico é inalado pelo aparelho respiratório; durante a expiração, devido a uma pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg. mais positiva do que a atmosférica, a mesma quantidade de ar é devolvida para a atmosfera.

Para que possamos insuflar e desinsuflar nossos alvéolos, devemos inflar e desinflar nossos pulmões. Isso é possível através de movimentos que acarretem aumento e redução do volume no interior da nossa caixa torácica, onde nossos pulmões estão localizados.

Podemos expandir o volume de nossa caixa torácica levantando nossas costelas e contraindo o nosso músculo diafragma. Para retrairmos o volume da caixa torácica fazemos exatamente o contrário: rebaixamos nossas costelas enquanto relaxamos o nosso diafragma.

Portanto temos diversos músculos que nos são bastante importantes durante nossa respiração:
Músculos utilizados na inspiração: diafragma, esternocleidomastoideos, intercostais externos, escalenos, serráteis anteriores.

Músculos utilizados na expiração: intercostais internos, retos abdominais e demais músculos localizados na parede anterior do abdomen.

Durante a inspiração e durante a expiração, o ar passa por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do aparelho respiratório:
Nariz: É o primeiro segmento por onde, de preferência, passa o ar durante a inspiração. Ao passar pelo nariz, o ar é filtrado, umidificado e aquecido. Na impossibilidade eventual da passagem do ar pelo nariz, tal passagem pode acontecer por um atalho, a boca. Mas infelizmente, quando isso acontece, o ar não sofre as importantes modificações descritas acima.

Faringe: Após a passagem pelo nariz, antes de atingir a laringe, o ar deve passar pela faringe, segmento que também serve de passagem para os alimentos.

Laringe: Normalmente permite apenas a passagem de ar. Durante a deglutição de algum alimento, uma pequena membrana (epigloge) obstrui a abertura da laringe, o que dificulta a passagem fragmentos que não sejam ar para as vias respiratórias inferiores. Na laringe localizam-se também as cordas vocais, responsáveis para produção de nossa voz.

Traquéia: Pequeno tubo cartilaginoso que liga as vias respiratórias superiores às inferiores, logo abaixo.

Brônquios: São numerosos e ramificam-se também numerosamente, como galhos de árvore. Permitem a passagem do ar em direção aos alvéolos.

Bronquíolos: Mais delgados, estão entre os brônquios e os sacos alveolares, de onde saem os alvéolos.

Por toda a mucosa respiratória, desde o nariz até os bronquíolos, existem numerosas células ciliadas, com cílios móveis, e grande produção de muco. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias respiratórias.

Os alvéolos apresentam uma certa tendência ao colabamento. Tal colabamento somente não ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente no espaço pleulra, o que força os pulmões a se manterem expandidos. O grande fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenômeno chamado Tensão Superficial. A Tensão Superficial ocorre no interior dos alvéolos devido a grande quantidade de moléculas de água ali presente e revestindo, inclusive, toda a parede interna dos alvéolos. A Tensão Superficial no interior dos alvéolos certamente seria bem maior do que já o é se não fosse a presença, nos líquidos que revestem os alvéolos, de uma substância chamada surfactante pulmonar. O surfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil lecitina) por células presentes no epitélio alveolar. A grande importância do surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos líquidos que revestem o interior dos aléolos e demais vias respiratórias.

Apostila - Sistema Respiratório


Para quem estiver interessado em revisar o sistema respiratório, uma apostila sobre o assunto.


Provas

Atenção
Datas das Provas já marcadas:
  • Dia 09 Discussão dos Grupos de Estudos
  • Dia 11 Prova Fisiologia do Exercício
  • Dia 13 Prova de Patologia
  • Dia 18 Prova de Farmacologia

Pérolas - Nessa sala não...

Início da aula de Fisiologia do Exercício, o professor Fábio ainda não tinha iniciado os trabalhos, alguns alunos chegam e outros tentam coletar os slides no computador da sala, quando o Edson comenta com o Neto:
-Meu príncipe, nesse semestre eu tenho que passar nessas cadeiras todas.
O Neto comenta: -Negão, tem um jeito bem facinho de fazer isso...
-Como? Quis saber o Edson
-Estudando macho...
O Edson rir concordando e fala em voz alta:
-Nesse semestre eu vou passar... (pausa) estudando
Nisso o Neto diz:
- Ufa, cara, pensei que tu fosse dizer que ia passar pescando...
O Edson finge uma indignação e dispara:
-Ora, mas nessa sala eu nunca pesquei, sou nem as meninas que colocam as colas embaixo das blusas...
Nesse momento o professor Fábio que estava só ouvindo a conversa fala:
-É realmente NESSA SALA, você nunca pescou né...
  • Detalhe, nesse semestre mudamos de sala