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Qual a diferença entre os Linfocitos B e T?

Os linfócitos B


são células do sistema imune formadas a partir das células mães (estaminais) localizada na medula óssea. Essas células têm um importante papel na imunidade humoral e são essenciais componentes do Sistema imune adaptativo. A principal função das células B é a produção de imunoglobulinas (anticorpos).
Após ativação, esses linfócitos podem sofrer diferenciação em plasmócitos ou células B de memória.

Os plasmócitos são grandes células B que foram expostas ao antígeno e produzem e secretam grandes quantidades de anticorpos, que ajudam na destruição dos microorganismos ligando-se a elas e tornando-os alvo para fagócitos e ativando o sistema imune complemetar.As células B de memória são formadas através da ativação de células B no encontro com antígeno específico durante a resposta imune primária. Estas células são capazes de uma vida longa, e podem responder rapidamente a uma segunda exposição ao mesmo antígeno.

LINFÓCITOS T


Já os Linfócitos T são células do sistema imunde formadas a partir das células mães (estaminais) localizada na medula óssea e que depois migram para o timo, onde se dividem e amadurecem. Depois de maduros, essses linfócitos abandonam o timo e entram no sistema linfático, onde funcionam como parte do sistema imunitário de vigilância.

O Linfócito T tem a função de coordenar as defesa imunológica contra vírus, bactérias e fungos, principalmente através da produção e liberação de substâncias chamadas citocinas. Na Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, sua destruição pelo vírus HIV dá início à deficiência imunológica.O Linfócito T citotóxico é um importante leucócito que ataca células que se tornam anormais, geralmente tumorais ou infectadas por vírus.

Questões Sistema Imune - FSNO3

1- Cite os tipos de resposta imune, bem como suas principais características.

2- Comente especificamente sobre resposta imune inata e sobre seus principais
componentes.

3- Qual a importância do sistema complemento tanto na resposta imune inata como adaptativa?

4- Comente especificamente sobre resposta imune adaptativa e sobre seus principais componentes.

5- O que é antígeno e o que anticorpo? Quais os tipos de ac ou Ig e suas principais características? Qual a importância dele para o nosso organismo? Descreva suas utilização.

6- Quais são os tipos de resposta imune adaptativa? Quais seus componentes?

7- Explique como ocorre um resposta imune contra um patógeno extracelular. Lembre de interligar as respostas imune inata e adaptativa.

8- Explique como ocorre um resposta imune contra um patógeno intracelular.

Lembrete

Provas com datas já marcadas...

Dia 08/04 Fisiologia do Exercício
  • Adaptação Respiratória
  • Adaptação Endócrina
  • Adaptação Muscular

Dia 14/04 Patologia

  • Inflamção Aguda
  • Inflamação Crônica
  • Regeneração

Mortes por Calazar

Três mortes por calazar são registradas no Ceará
As notificações foram feitas pelo Hospital São José (HSJ). Outros dois óbitos, pelo menos, foram registrados nos municípios de Morrinhos e Groaíras

Este ano, no Ceará, já foram registradas três mortes por leishmaniose visceral, mais conhecida popularmente por calazar. As notificações foram feitas pelo Hospital São José (HSJ). Outros dois óbitos, pelo menos, foram registrados nos municípios de Morrinhos e Groaíras.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) não tem registros de óbitos oficialmente, pois o órgão precisa que os dados sejam enviados pelas secretarias municipais de saúde para serem notificados. Mas, segundo dados oficiais do órgão, em 2009 já foram contabilizados 21 casos da doença em todo o Ceará. Destes, 5 foram confirmados, 6 descartados e outros 10 estão sendo investigados.

Ano passado, o calazar fez 510 vítimas e 28 óbitos. Em Fortaleza, foram 10 casos e uma morte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Em 2008, foram notificados 195 casos da doença, que resultaram em 13 óbitos. O calazar (leishmaniose visceral) é transmitido por meio da picada do mosquito flebótomo, também chamado "mosquito-palha". Quando o inseto pica um animal que já apresenta o calazar, fica infectado e, ao picar um ser humano, transmite a doença.

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Datas das Provas já marcadas:
  • Dia 09 Discussão dos Grupos de Estudos
  • Dia 11 Prova Fisiologia do Exercício
  • Dia 13 Prova de Patologia
  • Dia 18 Prova de Farmacologia

MORTE CELULAR

Necrose é a manifestação final de uma célula que sofreu lesões irreversíveis. Segundo Guidugli-Neto (1997), o conceito de morte somática envolve a "parada definitiva das funções orgânicas e dos processos reversíveis do metabolismo". A necrose é a morte celular ou tecidual acidental em um organismo ainda vivo, ou seja, que ainda conserva suas funções orgânicas. Vale dizer que é natural que a célula morra, para a manutenção do equilíbrio tecidual. Nesse caso, o mecanismo de morte é denominado de "apoptose" ou "morte programada".

A etiologia da necrose envolve todos os fatores relacionados às agressões, podendo ser agrupadas em agentes físicos, agentes químicos e agentes biológicos:

1) Agentes físicos:
Ex.: ação mecânica, temperatura, radiação, efeitos magnéticos;

2) Agentes químicos: compreendem substâncias tóxicas e não-tóxicas.
Ex.: tetracloreto de carbono, álcool, medicamentos, detergentes, fenóis etc.

3) Agentes biológicos:
Ex.: infecções viróticas, bacterianas ou micóticas, parasitas etc

As mudanças na homeostase ainda constituem capítulo obscuro na patologia segundo Guidugli-Neto (1997). Estudos moleculares têm mostrado que o primeiro evento observado é a alteração na bomba de sódio e potássio, provocando edema intracelular. O metabolismo celular é mantido graças à glicólise; acabando-se a reserva de glicogênio, ácidos são acumulados no interior da célula (principalmente ácido lático), o que leva à diminuição do pH. A acidez provoca a liberação de enzimas lisossomais, o que gera a hidrólise de proteínas essenciais para a célula (processo denominado de autólise) (Guidugli-Neto, 1997).Observa-se que a perda da homeostase envolve o sistema respiratório celular (as mitocôndrias), o sistema enzimático (os lisossomas) e o sistema de membranas, o qual parece ter um papel crucial para o estabelecimento de lesões irreversíveis na célula.


Encefalopatia Espongiforme Transmissível - EET


"Mal da Vaca Louca"


A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como "doença da vaca louca" é uma das formas das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET). São doenças fatais (WHO, 2001) e caracterizadas por degeneração esponjosa do cérebro.

Tais doenças têm um período longo de incubação (de 4 a 5 anos), mas a letalidade ocorre de semanas a meses após instalada (WHO, 2001).

A EEB, encefalopatia que ataca o gado, é uma das diversas formas de doença neurológica transmissível que afeta diversas espécies animais.

As ovelhas apresentam uma encefalopatia espongiforme conhecida como "scrapie" e está presente há mais de 200 anos na Grã-Bretanha e outros países.

Várias espécies de mamíferos podem apresentar encefalopatias espongiformes como martas, alces, cervo mula e felinos.

Em seres humanos, uma das formas de encefalopatia espongiforme transmissível é denominada Doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD).

Qual é a causa?


Uma proteína chamada Prion, que pode ser transmitida aos bovinos e caprinos quando alimentados com ração contendo farinha de carne e ossos de animais infectados com a doença. A principal forma de transmissão da doença é pela ingesta desses ingredientes. A transmissão não ocorre geneticamente nem horizontalmente (de animal para animal).

Nós, seres humanos podemos ser contaminados, se comermos a carne de um animal que tenha contraído a doença. Mas não nos preocupemos, pois essa doença nunca ocorreu no Brasil!

Mas por que essa doença não ocorre no Brasil? Porque nosso sistema de engorda e criação de bovinos é quase que exclusivamente a pasto, e a suplementação alimentar que damos ao gado é à base de proteína vegetal, como soja, milho e caroço de algodão.

Além disso, desde o aparecimento da doença na Europa o Serviço Oficial de Defesa Sanitária Animal do Brasil adotou medidas para evitar a introdução da doença da Vaca Louca no país, tais como a proibição de importação de animais e seus produtos vindos de países com registro da doença, e a proibição do uso de proteína animal na alimentação de ruminantes.


Mais Detalhes
Fontes: ANVISA

Miastenia grave

O que é miastenia grave?

O nome miastenia grave (Myasthenia gravis) vem do grego e do latim e significa "grave fraqueza muscular". Trata-se de uma doença caracterizada por fadiga e fraqueza flutuante dos músculos voluntários ou esqueléticos. É crônica, mas hoje a taxa de mortalidade com tratamento não passa de 2% (antigamente, a taxa de mortalidade associada à miastenia era da ordem de 30%). A doença pode ser bem controlada, na maioria das vezes. É uma doença auto-imune, ou seja, causada pela resposta do organismo contra constituintes do próprio corpo


Nesse Link
, o Dr. Drauzio Varella entrevista o Dr. Acary Souza Bulle Oliveira que é médico, professor de Neurologia na Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina), membro titular e secretário-geral da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), especialista no assunto.

Imunohistoquímica


Definição
O termo imunohistoquímica surgiu das palavras: imunologia, histologia e química. A imunologia estuda o sistema imunológico, a histologia estuda tecidos e órgãos utilizando-se o microscópio, após a sua coloração. Para facilitar a observação, diversos tipos de colorações podem ser usados para identificar diferentes partes de um tecido. O processo de identificar antígenos nos tecidos com anticorpos, através de secção corada é definido como imunohistoquímica.

O método diagnostico por imunohistoquimica é baseado na reação antigeno-anticorpo entre as células de um tecido e uma amostra chamada clone.

Principais utilizações:

1) Diagnóstico histogenetico das neoplasias indiferenciadas

2) determinação da origem dos carcinomas metastáticos

3) subclassificaçao das neoplasias (ex: limfomas)

4) identificação e caracterização dos produtos das células neoplasicas

5) diferenciação entre neoplasias benignas e malignas

6) determinaçao do prognostico das neoplasias

7) identificação dos agentes infecciosos.


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